terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O TERRORISMO DE ESTADO E TRAUMA EM PINHEIRINHO,

Esta é a melhor edição sobre Pinheirinho que vi até agora. O movimento popular está dominando melhor essas técnicas. Estes relatos, e imagens, são um dos melhores exemplos do que é terrorismo de Estado, controle, limpeza étnica e social pelo trauma e censura das informações pelas corporações de mídia. - http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=NBjjtc9BXXY




Bom artigo da Raquel. Raquel é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada. http://raquelrolnik.wordpress.com/ -
"Pinheirinho, Cracolândia e USP: em vez de política, polícia!"
23/01/12 por raquelrolnik

"A luta pela Constituição Federal de 1988 e a regulamentação de seus artigos 182 e 183, que gerou o Estatuto da Cidade, se inspirou, em parte, na possibilidade de utilizar imóveis vazios em centros urbanos antigos para moradia social. Nessas áreas ditas “deterioradas” está a única alternativa dos pobres vivenciarem o “direito à cidade” pois de um modo geral, eles são expulsos para fora da mesma. Executivos e legislativos evitam aplicar leis tão avançadas. O judiciário parece esquecer-se de que o direito à moradia é absoluto em nossa Carta Magna enquanto que o direito à propriedade é relativo, à função social. (Escrevo essas linhas enquanto decisão judicial autorizou o despejo –que se fez de surpresa e de forma violenta- de mais de 1.600 famílias de uma área cujo proprietário – Naji Nahas - deve 15 milhões em IPTU, ao município de São José dos Campos. Antes de mais nada, é preciso ver se ele era mesmo proprietário da terra, já que no Brasil, a fraude registraria de grandes terrenos é mais regra que exceção, e depois verificar se ela estava ou não cumprindo a função social)." (Ermínia Maricato). Fonte - http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5427

Juristas e entidades comprometidos com a democracia denunciam caso Pinheirinho à OEA

Manifesto pela denúncia do caso Pinheirinho à Comissão Interamericana de Direitos Humanos

No dia 22 de janeiro de 2012, às 5,30hs. da manhã, a Polícia Militar de São Paulo iniciou o cumprimento de ordem judicial para desocupação do Pinheirinho, bairro situado em São José dos Campos e habitado por cerca de seis mil pessoas.

A operação interrompeu bruscamente negociações que se desenrolavam envolvendo as partes judiciais, parlamentares, governo do Estado de São Paulo e governo federal.

O governo do Estado autorizou a operação de forma violenta e sem tomar qualquer providência para cumprir o seu dever constitucional de zelar pela integridade da população, inclusive crianças, idosos e doentes.

O desabrigo e as condições em que se encontram neste momento as pessoas atingidas são atos de desumanidade e grave violação dos direitos humanos.

A conduta das autoridades estaduais contrariou princípios básicos, consagrados pela Constituição e por inúmeros instrumentos internacionais de defesa dos direitos humanos, ao determinar a prevalência de um alegado direito patrimonial sobre as garantias de bem-estar e de sobrevivência digna de seis mil pessoas.

Verificam-se, de plano, ofensas ao artigo 5º, nos. 1 e 2, da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José), que estabelecem que toda pessoa tem direito a que se respeite sua integridade física, psíquica e moral, e que ninguém deve ser submetido a tratos cruéis, desumanos ou degradantes.

Ainda que se admitisse a legitimidade da ordem executada pela Polícia Militar, o governo do Estado não poderia omitir-se diante da obrigação ética e constitucional de tomar, antecipadamente, medidas para que a população atingida tivesse preservado seu direito humano à moradia, garantia básica e pressuposto de outras garantias, como trabalho, educação e saúde.

Há uma escalada de violência estatal em São Paulo que deve ser detida. Estudantes, dependentes químicos e agora uma população de seis mil pessoas já sentiram o peso de um Estado que se torna mais e mais um aparato repressivo voltado para esmagar qualquer conduta que não se enquadre nos limites estreitos, desumanos e mesquinhos daquilo que as autoridades estaduais pensam ser “lei e ordem”.

É preciso pôr cobro a esse estado de coisas.

Os abaixo-assinados vêm a público expor indignação e inconformismo diante desses recentes acontecimentos e das cenas desumanas e degradantes do dia 22 de janeiro em São José dos Campos.

Denunciam esses atos como imorais e inconstitucionais e exigem, em nome dos princípios republicanos, apuração e sanções.

Conclamam pessoas e entidades comprometidas com a democracia, com os direitos da pessoa humana, com o progresso social e com a construção de um país solidário e fraterno a se mobilizarem para, entre outras medidas, levar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos a conduta do governo do Estado de São Paulo.

Isto é um imperativo ético e jurídico para que nunca mais brasileiros sejam submetidos a condições degradantes por ação do Estado.

1. Fábio Konder Comparato – Professor Titular da Faculdade de Direito da USP

2. Marcio Sotelo Felippe – Procurador do Estado – SP (Procurador Geral do Estado no período 1995-2000)

3.Hélio Bicudo – Procurador de Justiça – Ex-Presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

4. Paulo Sérgio Pinheiro – Ex-Ministro de Estado Secretario de Direitos Humanos –

5. Associação Juízes para a Democracia (AJD)

6. Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM)

7. Celso Antonio Bandeira de Mello – Advogado – Professor PUC-SP

8. Alaor Caffé Alves – Professor Titular da Faculdade de Direito da USP

9. Sérgio Salomão Shecaira – Professor Titular da Faculdade de Direito da USP

10. Maurides Ribeiro – Professor da Faculdade de Direito de Campinas – FACAMP

11. Kenarik Boujikian Felippe – Desembargadora do Tribunal de Justiça – SP

12. Wálter Fanganiello Maierovitch – Desembargador do Tribunal de Justiça – SP

13. André Luiz Machado Castro – Presidente da Associação Nacional de Defensor Públicos e Coordenador-Geral da Associação Interamericana de Defensorias Públicas – AIDEF

14. Alexandre Morais da Rosa – Juiz de Direito (TJSC). Professor Adjunto UFSC

15. José Henrique Rodrigues Torres – Juiz de Direito – Presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia – Professor PUC Campinas

16. Marcelo Semer – Juiz de Direito – SP

17. Rubens Roberto Rebello Casara – Juiz de Direito – Professor IBMEC – RJ

18. Jorge Luiz Souto Maior – Juiz do Trabalho – Professor Livre- Docente USP

19. Dora Martins – Juiz de Direito – SP

20. José Damião de Lima Trindade – Procurador do Estado – Ex-Presidente da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo

21. Fernando Mendonça – Juiz de Direito – MA

22. João Marcos Buch – Juiz de Direito – SC

23. Maria Eugênia R. Silva Telles – Advogada – SP

24. Pedro Abramovay – Professor FGV – Rio

25. Mauricio Andrade de Salles Brasil – Juiz de Direito – BA

26. Célia Regina Ody – Juíz Federal Substituta – MS

27. Gerivaldo Alves Neiva - Juiz de Direito – BA

28. Aton Fon Filho – Advogado

29. Jorge Fazendeiro de Oliveira –Advogado – SP

30. Pedro Estevam Serrano – Professor PUC – SP

31. Marcos Orioni Gonçalves Correia – Juiz Federal – Professor USP

32. Pierpaolo Bottini – Professor – Direito USP

33. Fernando Calmon – Defensor Público – DF

34. Carlos Eduardo Oliveira Dias – Juiz do Trabalho – Campinas

35. Ana Paula Alvarenga Martins – Juiz do Trabalho – Porto Ferreira

36. Julio José Araújo Junior – Juiz Federal – RJ

37. Fabio Prates da Fonseca – Juiz do Trabalho – Aparecida do Norte

38. Roberto Luiz Corcioli – Juiz de Direito – SP

39. Antonio Maffezoli – Defensor Público Interamericano

40. Anna Trota Yard – Promotora de Justiça – SP

41. Luiz Antonio Silva Bressane – Defensor Público – DF

42. Rodrigo Suzuki Cintra – Professor da Faculdade de Direito do Mackzenzie

43. Michel Pinheiro – Juiz de Direito – CE

44. Geraldo Majela Pessoa Tardelli – Diretor da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo

45. Maria Luiza Flores da Cunha Bierrenbach – Procuradora do Estado – SP

46. Reginaldo Melhado – Juiz do Trabalho – PR

47. Inês do Amaral Buschel – Promotora de Justiça – SP

48. Marcelo de Aquino – Procurador do Estado – SP

49. Juvelino Strozake – Advogado

50. Marco Aurelio Cezarino Braga – Advogado – SP

51. Andrei Koerner – Professor UNICAMP

52. Alcides da Fonseca Neto, Juiz de Direito – RJ

53. Giane Ambrosio Alvares – Advogada

54. José Rodrigo Rodriguez – Professor – Direito – GV – São Paulo

55. Camilo Onoda Caldas – Professor da Universidade São Judas Tadeu (SP)

56. Silvio Luiz de Almeida – Doutor em Direito pela USP – Presidente do Instituto Luiz Gama (SP)

57. Rafael Bischof dos Santos – Professor da Faculdade de Direito da Universidade São Judas Tadeu (SP)

58. Aristeu Bertelli – Condepe – SP

59. Albérico Martins Gordinho – Advogado – SP

60. Cristiano Maronna – Advogado – SP – Diretor do IBCCRIM

61. Carlos Weis – Defensor Público – SP

62. Roberta Silva Aidar Franco – Delegada de Polícia (SP)

63. Luciana Silva Garcia, Advogada, Brasilia-DF

64. Leandro Gaspar Scalabrin, advogado, RS

65. Clara Silveira Belato, Advogada, RJ

66. Vinicius Gessolo de Oliveira, Advogado, PR

67. Lucia Maria Moraes, Professora da PUC/GO, Relatora do Direito à Moradia 2004 a 2009, GO

68. Mário Rui Aidar Franco, Delegado de Polícia, SP

69. Rafael Silva, Advogado, MA

70. Daniela Felix Teixeira, Advogada, Vice-Presidente da Advogados Sem Fronteiras , SC

71. João Paulo do Vale de Medeiros, professor da UERN, RN

72. Eduardo Alexandre Costa Corrêa, Advogado, MA

73. Felipe Bertasso Tobar, Advogado – SC

74. Luciana Bedeschi, Advogada, SP

75. Thiago Arcanjo Calheiros de Melo, Advogado, SP

76. Julio Cesar Donisete Santos de Souza, Assessor Jurídico MCTI, DF

77. Alexandre F. Mendes, Advogado, RJ

78. Manoel A. C. Andrade Jr., Urbanista, SC

79. Vinícius Magalhães Pinheiro, Professor universitário e advogado, SP

80. Márcio José de Souza Aguiar, Procurador Municipal, Fortaleza, CE

81. José Fabio Rodrigues Maciel, Advogado, SP

82. Maria Carolina Bissoto – Professora – PUC Campinas

83. Bernardo Luz Antunes, Advogado, RJ

84. Reinaldo Del Dotore – Bacharel – São Paulo

85. Francisco Martins de Sousa. Professor Universitário, CE

86. Gladstone Leonel da Silva Júnior, doutorando em Direito (UnB), Assessor da Relatoria Nacional de Direito à Terra da Plataforma DHESCA-Brasil, DF.

87. Glauco Pereira dos Santos, Advogado, São Paulo

88. Newton de Menezes Albuquerque, Prof de Direito da UFC e da UNIFOR, CE

89. Frederico Costa Miguel – ex-Delegado de Polícia – SP

90. Marcela Cristina Fogaça – Advogada – SP

91. Isabel Souza – Advogada – CE

92. Moacyr Miniussi Bertolino Neto

93. Mário Ferreira de Pragmácio Telles – Advogado – CE

94. Thiago Barison de Oliveira – Advogado – SP

95. Frederico Costa Miguel – Advogado – SP

96. Antonio Escrivão Filho – Advogado – DF

97. Vanderley Caixe Filho – Advogado – SP

98. João Paulo de Faria Santos – Advogado – Professor UniCEUB – DF

99. Conselho Federal de Psicologia

100. Roberto Rainha – Advogado – SP

101. Alessandra Carvalho – Advogada – SP

102. Nilcio Costa – Advogado – SP

103. Marcio Barreto – Advogado – SP

104. Maristela Monteiro Pereira – Advogada – Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Sorocaba/SP

105. Alexandra Xavier Figueiredo, Advogada, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG

106. Alexandre Trevizzano, advogado, SP

107. Miguel Chibani, Advogado - SP

108. Carolina Brognaro Poni Drummond de Alvarenga - Advogada – MG

109. Maria Rita Reis – Assessora Ministério Público Federal

110. Danilo D’Addio Chammas, advogado, membro da Comissão de
Direitos Humanos da OAB, MA

111. Claudiomar Bonfá, advogado, RO

112. Paloma Gomes, advogada, Distrito Federal.

113. Dominici Mororó, advogado, Olinda, PE

114. Cláudia Mendes de Ávila, Advogada ,RS

115. Patrick Mariano Gomes, advogado, Brasília/DF

116. Maria Betânia Nunes Pereira, advogada, AL

117. Marleide Ferreira Rocha, advogada, DF

118. Patricia Oliveira Gomes, advogada, CE

119. Jucimara Garcia Morais, advogada, MS

120. Juarez Cirino dos Santos, advogado, professor da UFPR, PR

121. Maurício Jorge Piragino – Diretor da Escola de Governo de São Paulo

122. Andreia Indalencio Rochi, advogada, PR

123. Danilo da Conceição Serejo Lopes, Estudante de Direito, MA

124. Marilda Bonassa Faria, advogada, São Paulo

125. Katia Regina Cezar, mestre em direito pela USP, SP

126. Danilo Uler Corregliano, Advogado, SP

127. Regiane de Moura Macedo, Advogada Sindicato Metroviários de SP, SP.

128. Rodolfo de Almeida Valente, Coordenação Jurídica da Pastoral Carcerária de São Paulo, SP

129. Juliana Pimenta Saleh, Advogada, SP

130. Helena de Souza Rocha – Advogada – PR

O manifesto está aberto à sociedade em geral. Para assiná-lo, CLIQUE AQUI


Pinheirinho - A história de Naji Nahas e Dona Maria from Passa Palavra on Vimeo.


"O vídeo trata das relações estabelecidas entre o dono do terreno onde ficava a ocupação Pinheirinho e o alto escalão dos poderes Executivo e Judiciário paulista, mostrando os interesses dos que executaram a desocupação violenta da comunidade"
lutapopular.org http://vimeo.com/35916962

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ELOGIO À PREGUIÇA


Já poderíamos estar vivendo numa humanidade plenamente orgiástica se não fosse o capitalismo a nos forçar ao trabalho alienado e a cercar as curtas experiências socialistas. Robótica, socialismo e Evoé...: o retorno de Saturno e do verdadeiro carnaval; da idade do ouro e da humanidade feliz e reconciliada!

Para ouvir as conferências do ciclo de filosofia organizado por Adauto Novaes - 2011, sobre o Elogio à Preguiça ( em especial sobre o direito à preguiça com Marilena Chauí analizando a obra de Paul Lafargue - genro de Marx) http://elogioapreguica.com.br/?page_id=543 
O Direito à Preguica é um panfleto político escrito por Paul Lafargue que polemiza com as visões liberais e a ética protestante - doutrina calvinista da predestinação e à consequente interpretação do êxito material como garantia da graça divina. É uma paródia. Foi publicado no jornal socialista L'Égalité em 1880
À época, em Paris, a jornada de trabalho superavam as 12 horas diárias (por vezes estendendo-se até à 17 horas). Tal coisa ocorria pois seguia-se a doutrina que dizia que o trabalho era algo dignificante e benéfico.
O panfleto é polêmico pois discute um pecado capital, "a preguiça", como direito, escolhido de forma proposital como forma de discutir a dominação através da "religião", assumindo o trabalhador como uma figura ligada a Deus. Contra essa convicção muito difundida por diversos escritores, Lafargue denuncia a "santificação" do trabalho debochando dele como um "dogma desastroso" e elogia a mãe "Deusa Preguiça".

Clique aqui para ler - http://www.culturabrasil.org/direitoapreguica.htm

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A CAUSA DO WIKILEAKS, SUAS REPERCUSSÕES, E, O QUE TEM REVELADO SOBRE O BRASIL E O RIO DE JANEIRO



O documentário sueco da SVT sobre a causa do Wikileaks - legendado em português em 4 partes - 58 min.




WIKIREBELS - legendado (2010) - PT-BR
(Suécia, 2010, 58 min.) Descubra como o Wikileaks tornou-se um dos principais institutos de defesa pela verdade e pela justiça através dos vazamentos de informações secretas. Instalado nos servidores do Pirate Bay, o site está protegido pelas estritas leis suecas que protegem o direito de expressão. Julian Assange, jovem ativista, que luta pela paz mundial, tornou-se uma das principais dores de cabeça dos EUA. Muitos políticos querem que ele seja preso ou executado, mas o que ele realmente fez de errado foi mostrar os meios imperialistas e desumanos que o país aplica. O Wikileaks faz o papel que a mídia tradicional não faz justamente por esta estar ligada aos interesses políticos dos setores oligárquicos que ditam as regras mundias. (docverdade) Este vídeo, apresentado pela TV estatal sueca (SVT), relata a criação e revela o modo de agir do Wikileaks, esclarecendo em especial como opera sua rede de colaboradores. É permeado por excelentes entrevistas em que o fundador do site, Julian Assange, expõe o que o animou ao projeto. http://www.outraspalavras.net  http://docverdade.blogspot.com/ 


Parte 1/4

 
 
 
Parte 2/4


Parte 3/4


Parte 4/4





Charge de Carlos Latuff sobre a segurança pública no Rio de Janeiro - Por ocasião da ocupação no Complexo de favelas do Alemão


As revelações do Wikileaks põe a nu as intensões do ministério da defesa brasileiro sob o comando do ministro Nelson Jobim, alinhado aos interesses do imperio dos EUA na América Latina e, sobretudo, na américa do sul para forçar políticas contraterrorostas ao governo brasileiro.

Documentos diplomáticos dos Estados Unidos, divulgados pelo site
WikiLeaks nesta terça-feira, mostram que o critério de seleção para
pacificação de comunidades e favelas tomadas pelo narcotráfico no Rio de
Janeiro leva em conta a localização em áreas turísticas da cidade.
Em telegrama enviado a Washington em novembro de 2009, o cônsul geral
dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Dennis Hearne, conta o
Superintendente de Planejamento Operacional do Estado do Rio, o delegado
Roberto Alzir, explicou que a ideia é “priorizar favelas adjacentes a
áreas repletas de turistas”.
Em reunião sobre as operações para o fim do domínio do tráfico, ao
cônsul teria sido explicado que, além do peso estratégico e dos
requisitos pedidos pelo governador Sérgio Cabral, priorizam-se locais
famosos como o bairro de Copacabana, onde há a praia de fama
mundial.” Alzir explicou que o principal objetivo da política de
pacificação de favelas foi priorizar favelas adjacentes a áreas
turísticas concentradas”, disse o telegrama.

Invasão
Em outro documento diplomático, de 22 de setembro de 2009, o cônsul
contava ao Departamento de Estado americano que a intenção das
autoridades no Rio de Janeiro era invadir o Complexo do Alemão no início
de 2010 – e não no fim do ano como acabou ocorrendo.

"O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, José Maiano
Beltrame, disse (...) que essa favela foi o 'epicentro da briga', e
expressou que uma operação pacificadora poderia ter início no local no
início de 2010", disse Hearne, ao exdplicar o ataque do Comando Vermelho
– mesma facção que controlava o Complexo do Alemão – a um helicóptero
da Polícia Militar.

"Dado que qualquer operação policial no Complexo do Alemão poderia
ser 'traumático' em termos de escalada de violência, entretanto, é
improvável que o aparato de segurança do Rio estaria preparado para
lançar uma operação no Complexo do Alemão antes dos feriados de dezembro
ou das festas de Carnaval, em fevereiro", explica o documento
diplomático de 2009.

Em um outro documento ainda, enviado em 25 de setembro de 2009, o
cônsul do Rio diz que Beltrame o Complexo do Alemão como "o principal
alvo". Heaner explicou também que o secretário de Segurança do Rio
havia dito que não era necessário tomar o controle de todas as favelas.
"Beltrame disse que apenas de 10 a 12 favelas, incluindo o Complexo
do Alemão, seriam críticas para o programa. 'Não precisamos tomar 100
favelas. A violência real está concentrada apenas em uma dúzia', ele
explicou".

No mesmo documento, o representante de Washington também comparou o
programa de pacificação de favelas à estratégia de contrainsurgência
utilizada pelos EUA nas guerras do Afeganistão e do Iraque.





DEBATE ABERTO

Wikiliquidação do Império?







DEBATE ABERTO

Jobim: nos tempos de Jango?

“Há todo um mercado de violência e do controle da violência”




Apenas para ilustrar, assista aqui ao video de uma conferência da Vera Malaguti Batista que, é onde ela dá sustentação a esta entrevista: Íntegra: Medo, violência e política de segurança http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/12/01/integra-medo-violencia-e-politica-de-seguranca-%E2%80%93-vera-malaguti-batista/


RIO DE JANEIRO É TERRITÓRIO ESTRATÉGICO PARA A SEGURANÇA DOS EUA - (Wikileaks revela locais estratégicos para segurança dos EUA) 

http://operamundi.uol.com.br/noticias/WIKILEAKS+REVELA+LOCAIS+ESTRATEGICOS+PARA+SEGURANCA+DOS+EUA_8045.shtml

Há análises acertadas sobre o que acontece no Rio de Janeiro: Aqui está mais uma: (fonte - http://resistir.info/brasil/guerra_rio_28nov10.html) "A guerra no Rio de Janeiro".
Aqui está uma boa análise do que está atualmente em jogo no Rio de Janeiro.




 

Mas, por debaixo desse pano ainda tem muito o que ser revelado de conexões internas e extrernas ao Rio de janeiro. A midia não está fora e o ministro da defesa Nelson Jobim com o ex- embaixador americano, revalado nos escândalos com as embaixadas americanas, assinou acordo militar que atenta contra a soberania do Brasil para treinamento de nossas tropas pelos EUA. (ações no Haití e Rio de Janeiro) Veja matéria aqui -





Luiz Eduardo Soares dá entrevista sobre a segurança pública no Rio de Janeiro ao RODAVIVA TV Brasil - 


Bloco 1





Bloco 2





Bloco 3





Bloco 4









Nota pública de instituições comunitárias atuantes no bairro do Complexo do Alemão

Para além da ocupação militar: por uma agenda socioambiental para o
território da Serra da Misericórdia e os complexos de comunidades do
Alemão, da Vila Cruzeiro e da Penha


...Diante dos acontecimentos recentes na Vila
Cruzeiro e no Conjunto de Favelas do Alemão - formado por 14 Comunidade e
com população estimada em 400 mil pessoas -, que culminaram na ocupação
desta área por forças policiais do estado e das Forças Armadas, as
Organizações da Sociedade Civil abaixo assinadas, algumas com atuação há
mais de 10 anos nesta região, vêm a público propor e Requerer dos
governos nas esferas Federal, Estadual e Municipal um compromisso efetivo.
São necessários investimentos para tirar do papel um conjunto de
propostas e projetos de caráter socioambiental, cultural e nas áreas de
educação, saúde, mobilidade urbana, saúde ambiental, esportes,
assistência social e segurança pública. Lembrando que muitas destas
propostas já foram objetos de projetos não concretizados ao longo dos
anos, esperamos que a partir de agora possam ser implantadas em
benefício da população e da proteção deste território que historicamente
foi abandonado pelos sucessivos governos e com isso ficou marcado por
décadas pelo seu crônico esvaziamento econômico, pela violência,
degradação urbana e como área de sacrifício ambiental.
Somos o Comitê de Desenvolvimento Local da Serra da Misericórdia,
fruto de uma aliança entre diversas organizações locais já mobilizadas
em torno da defesa da Serra da Misericórdia, movimento social que
conquistou nos anos 90 seu reconhecimento legal como uma Unidade de
Conservação da Natureza reconhecida pelo Decreto Municipal Nº 19.144 de
16 de novembro de 2000 - Área de Proteção Ambiental e de Recuperação
Urbana – APARU da Serra da Misericórdia. Trata-se, portanto, de um
coletivo que agrega, além das instituições do Comitê, moradores das
favelas ocupadas militarmente, entidades comunitárias locais bem como
ativistas e pesquisadores, todos com longa atuação nesta região e
vivência nessas comunidades.
Nosso Objetivo é aprofundar o debate com a sociedade, o poder público e a mídia para além da ocupação militar.

Para isso, queremos, através de uma AGENDA SÓCIO-AMBIENTAL PARA O TERRITÓRIO DA SERRA DA MISERICÓRDIA E OS COMPLEXOS DE COMUNIDADES DO ALEMÃO, DA VILA CRUZEIRO E DA PENHA, apresentar idéias, sugestões, projetos e propostas objetivas e viáveis
que possam colaborar com o desenvolvimento humano e a melhoria das condições socioeconômicas e sanitárias desta região e dos moradores.



Assim, destacamos como prioridades:
1. Reconhecer o quão significativo é a ocupação
do estado em áreas que antes eram dominadas por grupos ligados ao varejo
de drogas não pode significar uma interpretação equivocada do contexto
de violência e ilegalidade da cidade. Resumir a política de segurança
pública a esta ocupação militar ou mesmo creditar às ações dos últimos
dias uma triunfal “derrubada do tráfico” - o midiático dia “D” - apenas
contribui para a criminalização das áreas de favelas e esvaziamento do
debate. Essa interpretação pode gerar uma superficial e limitada cortina
de fumaça sobre as causas reais que levaram a esta grave situação assim
como camuflar as razões históricas que levaram ao abandono deste
território e de sua população que vive há décadas em precárias condições
de vida, e sem acesso a direitos elementares. Consideramos que para
além das manchetes sensacionalistas que buscam induzir a sociedade e,
principalmente, os moradores que vivem nas favelas cariocas a crerem que
com a ação militar do Alemão o problema estaria superado e que nossa
cidade estaria livre do crime de maneira definitiva, é preciso fazer uma
análise profunda para comprovar que isto não se sustenta. A ação de
combate ao varejo de drogas tem seus méritos, no entanto, não se pode
associar toda a violência que assola a cidade apenas ao território das
favelas dominadas pelo tráfico. Diversas variáveis interferem nesse
contexto, muitas delas de amplo conhecimento da população e das
autoridades públicas: corrupção policial, tráfico de armas,
narcotráfico internacional, fortalecimento dos grupos milicianos,
desigualdades sociais, ausência do Estado em grande parte da cidade,
entre outras. É preciso, portanto, ressaltar os avanços presentes nos
fatos dos últimos dias sem deixar de apontar as muitas frentes onde
ainda precisamos atuar.
Além disso, a cobertura da grande mídia e as ações governamentais
que se seguirão devem ter o cuidado de não reforçar estereótipos
históricos e preconceitos sociais associados às favelas, já que os
moradores dessas áreas são sempre os mais atingidos pela violência. No
momento em que o estado se mostra disposto a enfrentar esta realidade é
preciso todo esforço para que não se repitam condições históricas que
acabam por reforçá-la. Por isso, são inaceitáveis e não podem ser visto
como “mal menor”, certos acontecimentos aos quais estão sujeitos hoje os
moradores do Conjunto de Favelas do Alemão, entre os quais destacamos a
falta de energia elétrica; o fechamento das escolas; a entrada violenta
por parte das forças policiais nas residências; o furto de objetos
nestas residências. Esses fatos devem ser profundamente combatidos,
prestando contas à sociedade. Por outro lado, apesar dos casos de
posturas inadequadas de alguns policiais, é importante destacar que as
ações dos últimos dias divergem daquilo que se viu nas últimas duas
décadas no que diz respeito à ação policial, ao menos nas favelas do
Alemão. É notável que a inteligência foi privilegiada em detrimento da
repressão desmedida. Se há relatos de abusos, muitos são também os
relatos que reconhecem uma postura por parte dos policiais da maneira
que se espera deles: com respeito aos direitos dos cidadãos. Não cabe
elogiar aquilo que, na verdade, é a conduta correta das forças que
representam o estado, mas é forçoso destacá-la uma vez que
historicamente não foi esta a realidade experimentada pela comunidade.

2. Esta ação aponta para uma profunda
transformação no cotidiano das favelas do Alemão, por isso, este
coletivo avalia ser necessário aliar uma ampla diversidade de atores
sociais para que ela possa se consolidar. A atuação conjunta entre as
várias forças estatais (tanto no campo da segurança quanto no campo
social), somada à participação dos moradores e das organizações locais
que há anos lutam pela melhoria das condições de vida da região podem
fortalecer este processo, dando-lhe transparência e legitimidade. Esta é
precisamente a razão pela qual as instituições que assinam esta nota
buscam agregar outros atores locais e estabelecer um diálogo amplo e
duradouro com o poder público.
Para isso, propomos a construção coletiva de uma Agenda Propositiva para o Conjunto de Favelas do Alemão.
As instituições que já se envolveram neste debate têm buscado
contribuir nos campos nos quais já acumulam ampla experiência,
principalmente com propostas de projetos nas áreas da cultura,
meio-ambiente, educação e esporte. Destaca-se a longa vivência destas
instituições nas diversas comunidades do Complexo do Alemão, onde há
anos desenvolvem projetos sócio-ambientais, educativos e culturais em
geral sem qualquer apoio dos governos ou da iniciativa privada. Da mesma
forma, é necessária e deve ser urgente, por parte do poder público, a
abertura de canais para o diálogo com as entidades comunitárias locais,
bem como de participação no processo que envolve a Agenda.

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2010

Assinam esta nota:
Comitê de Desenvolvimento Local da Serra da Misericórdia

Instituto Raízes em Movimento -

Verdejar - Proteção Ambiental e Humanismo

Movimento de Integração Social – Éfeta

Oca dos Curumins

Observatório de Favelas

ASSISTA AQUI AO VÍDEO PRODUZIDO PELO MOVIMENTO SÓCIO-ECOLÓGICO DO COMPLEXO DE FAVELAS DO ALEMÃO:


O LAGO É NOSSO

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CRISE ECOLÓGICA : CRISE DO PARADIGMA CIVILIZACIONAL



A CONSCIÊNCIA DA CRISE RECONHECE:

1) Os recursos tem limites,pois nem todos são renováveis. Ex: água potável.

2) O crescimento indefinido para o futuro é impossível.

3) O modelo de sociedade e o sentido de vida que os seres humanos projetaram para si, pelo menos nos últimos 400 anos, estão em crise.

4) O modelo em termos de lógica do cotidiano era e continua sendo:O importante é acumular grande numero de meios de vida, de riqueza material, de bens e serviços para desfrutar a curta passagem pelo planeta.

5) A ciência, que conhece os mecanismos da terra, e a técnica, que faz intervenções nela para beneficio humano, nos ajudam a realizar os propósitos deste processo, com a máxima velocidade possível.

6) Nesta pratica cultural, o ser humano se entende como um ser sobre as coisas, jamais como alguém que está junto com as coisas, como membro de uma comunidade maior, planetária e cósmica.

A consciência que vai crescendo sobre a crise:

Levando avante este nosso sentido de ser e se dermos livre curso à lógica produtivista, poderemos chegar a efeitos irreversíveis para a natureza e a vida humana.


CAMINO DE LA EXTINCIÓN, serie documental "voces contra la globalizacion (capitalista)" , nos enfrenta al calentamiento global, a la perdida de
millones de especies, a la insensibilidad de los políticos y a la despreocupación de los ciudadanos ante un panorama que ha levantado ya las alarmas de los científicos de todo el mundo quienes opinan que la forma de vida de una parte de la humanidad va a condenar a toda al especie. 


CAMINO DE LA EXTINCION por klaudia_daniela

A saber:

1)     DESERTIFICAÇÃO: cada ano terras férteis, equivalentes à superfície do Rio de Janeiro ficam desérticas;

2)     DESFLORESTAMENTO: 42% das florestas tropicais já foram destruídas;

3)     O aquecimento e as chuvas ácidas: podem dizimar a floresta mais importante para o sistema-terra,a Floresta Boreal (6 bilhões de hectares);

4)     SUPERPOPULAÇÃO: Em 1990 éramos 5,2 bilhões com um crescimento de 3-4% ao ano, enquanto a produção de alimentos aumenta somente 1,3%;

5)     Conflitos generalizados: em conseqüência das desigualdades sociais ao nível planetário.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO NA CIÊNCIA:

_ “Neste contexto dramático, a ecologia está sendo evocada”.

_Os ecólogos ocupam hoje a cena ideológica, cientifica, ética e espiritual.





O QUE É A ECOLOGIA?

O que se visa não é o meio ambiente, mas o ambiente inteiro. Um ser vivo não pode ser visto isoladamente como um mero representante de sua espécie, mas deve ser visto e analisado sempre em relação ao conjunto das condições vitais que o constituem e no equilíbrio com todos os demais representantes da comunidade dos viventes em que se apresenta.
Tal concepção fez com que a ciência deixasse os laboratórios e se inserisse organicamente na natureza, onde tudo convive com tudo formando uma imensa comunidade ecológica.

ECOLOGIA
É um saber das relações, interconexões, interdependências e intercâmbios de tudo com tudo em todos os pontos e em todos os momentos.
Não pode ser definida em si mesma, fora de suas implicações com outros saberes. Ela não é um saber de objetos de conhecimento, mas de relações entre os objetos de conhecimento. É um saber de saberes, entre si relacionados.



DEVE ARTICULAR-SE EM QUATRO EIXOS QUE SE INTERPENETRAM:



Ecologia ambiental
Esta primeira vertente se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.
Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.





A segunda, a ecologia social, não quer apenas o meio ambiente. Quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.

A ecologia social propugna por um desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.

Mas o tipo de sociedade construída nos últimos 400 anos impede que se realize um desenvolvimento sustentável. É energívora, montou um modelo de desenvolvimento que pratica sistematicamente a pilhagem dos recursos da Terra e explora a força de trabalho.

No imaginário dos pais fundadores da sociedade moderna, o desenvolvimento se movia dentro de dois infinitos: o infinito dos recursos naturais e o infinito do desenvolvimento rumo ao futuro. Esta pressuposição se revelou ilusória. Os recursos não são infinitos. A maioria está se acabando, principalmente a água potável e os combustíveis fósseis. E o tipo de desenvolvimento linear e crescente para o futuro não é universalizável. Não é, portanto, infinito. Se as famílias chinesas quisessem ter os automóveis que as famílias americanas têm, a China viraria um imenso estacionamento. Não haveria combustível suficiente e ninguém se moveria.

Carecemos de uma sociedade sustentável que encontra para si o desenvolvimento viável para as necessidades de todos. O bem-estar não pode ser apenas social, mas tem de ser também sociocósmico. Ele tem que atender aos demais seres da natureza, como as águas, as plantas, os animais, os microorganismo, pois todos juntos constituem a comunidade planetária, na qual estamos inseridos, e sem os quais nós mesmos não viveríamos.


Ecologia mental
A terceira, a ecologia mental, chamada também de ecologia profunda, sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos. Mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.

Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.

Não há isso de alguém ser rei/rainha e considerar-se independente sem precisar dos demais. A moderna cosmologia nos ensina que tudo tem a ver com tudo em todos os momentos e em todas as circunstâncias. O ser humano esquece esta realidade. Afasta-se e se coloca sobre as coisas em vez de sentir-se junto e com elas, numa imensa comunidade planetária e cósmica. Importa recuperarmos atitudes de respeito e veneração para com a Terra.Isso somente se consegue se antes for resgatada a dimensão do feminino no homem e na mulher. Pelo feminino o ser humano se abre ao cuidado, se sensibiliza pela profundidade misteriosa da vida e recupera sua capacidade de maravilhamento. O feminino ajuda a resgatar a dimensão do sagrado. O sagrado impõe sempre limites à manipulação do mundo, pois ele dá origem à veneração e ao respeito, fundamentais para a salvaguarda da Terra. Cria a capacidade de re-ligar todas as coisas à sua fonte criadora que é o Criador e o Ordenador do universo. Desta capacidade re-ligadora nascem todas as religiões. Precisamos hoje revitalizar as religiões para que cumpram sua função religadora.


Ecologia integral



Por fim, a quarta - a ecologia integral - parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.

Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.

Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: 

(1) a complexidade/diferenciação,
(2) a auto-organização/consciência e 
(3) a religação/relação de tudo com tudo. 

A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). 

Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegaram à consciência reflexa no ser humano. 

O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.

As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte, constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem, rica de novas potencialidades.



EMERGENCIA DO NOVO PARADIGMA: A comunidade planetária



O que é um paradigma?

Sentido Amplo: “Constelação de opiniões, valores e métodos, etc. participados pelos membros de uma determinada sociedade”, fundando um sistema disciplinado mediante o qual esta sociedade se orienta a si mesma e organiza o conjunto de suas relações.


Sentido Restrito: Os exemplos de referencia, as soluções concretas de problemas, tidas e havidas como exemplares, e que substituem as regras explicitas na solução dos demais problemas da ciência normal.



CARACTERISTICA DO NOVO PARADIGMA EMERGENTE:

Lógica não linear _ O real, em razão da teia de suas relações, é por sua natureza complexo.
O todo e a parte _ O todo é mais que a soma das suas partes e, nas partes, se concretiza o todo (holograma).

Aqui estão os limites do paradigma clássico fundado na física dos corpos inertes e na matemática: só consegue estudar seres vivos reduzindo-os a inertes, vale dizer, destruindo-os.

Faz-se mister outros métodos adequados à complexidade que mantenha vivos os organismos vivos. Há a demanda de outra lógica que faça justiça à complexidade do real.


Existem hoje pelo menos cinco realizações da lógica:

1)     LÓGICA DA IDENTIDADE:
Estuda a coisa nela mesma sem considerar o jogo de relações que a cerca. È linear e simples. É a lógica dos sistemas autoritários e de dominação, pois tende a enquadrar todos os que não são ela no seu esquema e no seu âmbito de influencia.

2)     LÓGICA DA DIFERENÇA:
Esta reconhece a não identidade, vale dizer, a alteridade, seus direitos de existir, sua autonomia e singularidade. É a pressuposição para qualquer dialogo pessoal e intercultural, para qualquer sistema político que aponte para a participação e inclusão do diferente.

3)     LÓGICA DIALÉTICA:
Esta procura confrontar a identidade com a diferença, incluindo-as num processo dinâmico, no qual a identidade aparece como uma tese (proposição), a diferença como uma antítese (contraproposição) das quais resulta a síntese que as inclui num nível mais alto e mais aberto a novos confrontos e inclusões. Qualquer pensamento criativo, sistema de comunicação e convivência humana comunitária ou política pressupõe uma lógica dialética. Os contrários também têm seus direitos assegurados e seu lugar na constituição do todo dinâmico e orgânico. A contradição pertence à realidade e o pensamento deve fazer-lhe justiça.

4)     LÓGICA DA COMPLEMENTARIEDADE / RECIPROCIDADE:
Ela prolonga a lógica dialética. Nela apareceu articulados, formando um campo de forças, matéria e antimatéria, partícula e onda, matéria e energia, carga positiva e negativa das partículas primordiais, etc. Mais que ver as oposições como na lógica dialética, importa ver as complementaridades/reciprocidades no sentido de formação de campos de relação cada vez mais dinâmicos, complexos e unificados. Ela funciona em todos os grupos que valorizam as diferenças, as oposições dialéticas, a escuta atenta das varias posições e acolham as contribuições donde quer que venham. É através desta lógica que se estabelecem relações criativas entre os sexos, as raças, as ideologias, as religiões e se valorizam os diferentes ecossistemas num mesmo nicho ecológico.

5)     LÓGICA DIALÓGICA OU PERICORÉTICA:
Por esta se procura o diálogo em todas as direções e em todos os momentos. Por isso, supõe atitude o mais inclusiva possível e a menos produtora de vitimas. A lógica do universo dialógico: Tudo interage com tudo em todos os pontos e em todas as circunstancias.




CRISE ECOLÓGICA: CRISE DO PARADIGMA CIVILIZACIONAL


 Mudança de Paradigma: 

Conceito: Maneira organizada, sistemática e coerente de nos relacionarmos com nós mesmos e com todo o resto a nossa volta. Trata-se de modelos e padrões de apreciação, de explicação e de ação sobre a realidade circundante.


 
Em nossa tradição ocidental conhecemos três grandes modelos cosmológicos: 

_ cosmologia antiga;
_ moderna;
_ contemporânea.



 PARADIGMA DA ANTIGUIDADE:

A cosmologia antiga via o mundo como um conjunto unitário, hierarquizado, sagrado e imutável. Sua metáfora é a escada dos seres. Na culminância está Deus, como o ser supremo, Criador de todo o universo. Poderíamos também dizer que é uma cosmologia teocêntrica


Paradigma clássico:

Caracteriza-se por seus famosos dualismos como a divisão do mundo entre material e espiritual, a separação entre a natureza e a cultura, entre ser humano e mundo, razão e emoção, feminino e masculino, Deus e mundo e atomização dos saberes científicos.
Utilitarista e antropocêntrico a crise atual é crise da civilização hegemônica. Crise do paradigma dominante. Modelo de relações mais determinante de nosso sentido de viver preponderante.

Qual sentido primordial das sociedades mundiais hoje?

É o progresso, a prosperidade, o crescimento ilimitado de bens materiais e de serviços.

Como se alcança este progresso?

Mediante a utilização, exploração e potenciação de todas as forças e energias da natureza e das pessoas. O grande instrumento é a ciência e a técnica (tecnociência) que produz industrialismo, a informatização e a robotização. Estes instrumentos não surgiram por pura curiosidade, mas da vontade de poder, de conquista e de lucro.
Os pais fundadores de nosso paradigma moderno: Galileu Galilei, René Descartes, Francis Bacon, Isaac Newton e outros.
A cosmologia moderna elaborada a partir da física de Newton, da astronomia de Copérnico e Galileu, bem como do método cientifico de Descartes, é dualista; o mundo é dividido em dois, o da material e do espírito.

Descartes ensinava: “Que nossa intervenção na natureza é para fazermo-nos ‘mestre e possuidores da natureza’.”

Francis Bacon dizia: “Devemos subjugar a natureza, pressioná-la para nos entregar seus segredos, amarrá-la a nosso serviço e fazê-la nossa escrava.”

Portanto, as ciências da natureza analisarão o mundo da matéria, enquanto deixarão para a filosofia e a teologia o mundo do espírito. O homem na sua unicidade de realização e frustração cientificamente não interessa. Só realmente conta o que é nele e no mundo mensurável. O resto é subjetivo e desinteressante do ponto de vista da ciência moderna.
Criou-se o mito do ser humano desbravador, prometeu indomável, com faraonismo de suas obras. 
A metáfora dessa cosmologia é a máquina. Deus vem representado como o grande Arquiteto que planejou as leis desta máquina. Estas seguem o seu curso sem precisar mais da referencia da sua origem. Cabe ao ser humano conhecê-las e ordená-las para seu projeto.

Essa cosmologia é antropocêntrica.

Numa palavra: O ser humano está sobre as coisas para fazer delas condições e instrumentos da felicidade e do progresso humano.



PARADIGMA CONTEMPORANEO:

A partir dos anos 20 com a teoria da relatividade de Einstein, com a física quântica de Bohr, com o princípio de indeterminabilidade de Heisenberg, com as contribuições da física teórica de I. Prigogine e I. Stengers, bem como as conquistas da psicologia do profundo (S. Freud e C. G. Jung). Da psicologia transpessoal (A. Maslow, P. Weil), da biogenética, da cibernética e da ecologia profunda surgiu uma nova cosmologia.

A metáfora dessa cosmologia é a do jogo, da rede, do rizoma, do hipertexto e da dança. O cosmo não é totalizador, é distributivo.

Portanto, o suporte teórico tem vindo de muitos saberes que caracterizam a visão atual a partir da física quântica, da biologia combinada com a termodinâmica, da psicologia transpessoal, do conjunto de saberes que vem das ciências da terra e da ecologia onde a realidade cósmica é representada como rede complexa de energias que se consolidam e que então se chamam matéria ou se mostram como energia pura formando campos energéticos e mórficos. Como uma dança , um rizoma, ou um jogo onde todos se inter-retro-relacionam, formando a religação universal.
Essa cosmologia é participante. Elucidam os processos subjacentes da vida e evolução da consciência.


CONSCIÊNCIA:
Caracteriza-se por ser cósmica e pessoal ao mesmo tempo.
É diferente de raciocínio.
Apresenta-se como um fenômeno quântico.
É a forma mais alta de vida.

 FISICA QUÂNTICA

Teoria científica elaborada nos primeiros anos do século XX, que ultrapassa a visão clássica do átomo (como a ultima partícula indivisível da matéria) para se deter na analise das partículas elementares que entram na formação do átomo.



O núcleo é composto de prótons e nêutrons, por sua vez compostos de quarks e cerca de outras 100 subparticulas, topquark, que é a menor de todas;

O conjunto das partículas é chamado HADRONS 

Na teoria quântica passou-se das partículas às ondas de energia, porque elas configuram energia densificada, chamada de QUANTUN = QUANTA = PACOTES DE ONDAS. O que existe é um campo energético (teoria quântica relativística dos campos). Representa uma espécie de quadro resultante das interações continuas das partículas entre si. O efeito dessa teia permanente é o CAMPO.


BOSONS=DIMENSÃO ENERGIA/ONDA
FERMIONS=DIMENSÃO MATÉRIA/PARTÍCULA




“BOSONS É A RELAÇÃO E FERMIONS É A COISA RELACIONADA”

”TUDO, E TAMBÉM NÓS, HUMANOS, SOMOS COMPOSTOS DE BOSONS E FERMIONS EM NÓS E NA NOSSA DIMENSÃO INDIVIDUAL E CORPORAL”

Toda realidade fenomênica é quântica. Se apresenta sob dois aspectos: ONDA e PARTÍCULA, SIMULTANEAMENTE. 

Partícula e onda = CAMPO

CAMPO = provem de algo ainda mais básico, não perceptível por nenhum instrumento, mas, deduzido pela dinâmica do campo que continuamente remete a algo mais fundamental que ele. É chamado de VÁCUO QUÂNTICO.

VACUO QUÂNTICO = Ele não é vazio como a palavra vácuo sugere. Representa o campo dos campos. O oceano de forças no qual tudo acontece e do qual tudo emerge para fora. O que emerge aparece ora como onda energética, ora como partícula material, ora como sendo onda e partícula simultaneamente e de forma complementar. Tudo sai do vácuo quântico e tudo retorna a ele.

A consciência  portanto, representa um holismo relacional. A essência da consciência é uma totalidade permanente e indivisível, ou uma unidade coerente que resulta do conjunto das relações, que um ponto estabelece com tudo o que está a seu redor que vem do passado e se anuncia para o futuro.


HOLISMO = UNIDADE NA DIVERSIDADE E DIVERSIDADE NA UNIDADE



CONDENSADOS BOSE-EINSTEIN = QUANDO A UNIDADE ATINGE SERTO NÍVEL MUITO COMPLEXO, CONSEQUENCIA DE MAIOR SOBREPOSIÇÕES DE ONDA (BOSONS) EMERGE A MATÉRIA VIVA.


Condensado de Bose-Einstein Legendado




CONDENSADOS BOSE-EINSTEIN DE TIPO FRÖHLICH = OS BOSONS SE SOBREPOEM TOTALMENTE FORMANDO UM CAMPO PERMANENTE DE UNIDADE. ESSA UNIDADE RELACIONADA E HOLÍSTICA ESTÁ EM CONTATO COM O MEIO, RECEBE TODO TIPO DE INFORMAÇÕES E AS ORDENA EM SUA UNIDADE BÁSICA. É O SURGIMENTO DA CONSCIÊNCIA HUMANA.


A.   EINSTEIN = comprovou que massa e energia são conversíveis. 
A energia pode  virar  matéria e a matéria pode virar energia.
  
FRÖHLICH = Cientista inglês que identificou as vibrações da consciência humana  nos neurônios, há mais de 20 anos.


SISTEMA PRIGOGINE DO TIPO FRÖHLICH = Os sistemas vivos são abertos, tomam matéria desestruturada do meio, estabelecem com ela uma dialog-ação e, pela capacidade auto-organizadora própria de todos seres vivos cria-se uma ordem nova mais alta.

“A DIFERENÇA ENTRE OS SERES VIVOS E INERTES RESIDE NO GRAU DE DENSIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES”

SERES INERTES =Os bósons estão menos conglomerados, predominam os férmions.

SERES VIVOS = Predominam e adensam-se mais os bósons, formando os condensados BOSE-EINSTEIN até a máxima concentração de tipo  FRÖHLICH, 
gestando uma unidade indivisível, sinfônica: A CONSCIÊNCIA HUMANA.


“A DIFERENÇA ENTRE UM E OUTRO NÃO É DE PRINCÍPIO MAS DE GRAU”.


GENEALOGIA DA CONSCIÊNCIA

Começou na sua forma mais rudimentar, na unidade primordial das primeiras duas partículas elementares que interagiram e se relacionaram. Foi ascendendo, na medida que cresciam o leque de relações, num diálogo dinâmico com o meio (com os férmions) até chegar à complexidade suprema que se traduz em consciência reflexa. Desde então, o campo da consciência (bósons) e o campo da matéria (férmions) estão num permanente diálogo, causando ordens cada vez mais ricas, abertas e mais aceleradas em todos os campos da cultura, da sociedade, das religiões e da inteira humanidade.

Quando a consciência se transforma em ato de comunhão com o todo e de amorização com cada expressão de SER, o universo chega a si mesmo e se realiza mais  plenamente. A aliança ecológica de interação e reconciliação é SELADA.


(Trechos extraídos e resumidos da obra de Leonardo Boff  “Ecologia: Grito da terra grito dos pobres”).



Socialismo e moderna cosmologia* - Clique neste link para ler a palestra http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/socialismo.htm

*Palestra proferida no VI Congresso Internacional da Revista América Livre, sobre a atualidade da questão do socialismo, realizado em S. Paulo no dia 4 de dezembro de 2000.

Sobre este aprofundamento da reflexão, Leonardo Boff nesta palestra inicia dizendo: “Para esse debate sobre o socialismo me tomo a liberdade de trazer uma reflexão, nascida dos meus estudos e preocupações dos últimos anos. Tenho feito um esforço considerável de tentar levar avante o discurso da Teologia da Libertação abrindo-a para outros campos da luta popular e da reflexão.”








OUTROS CAMINHOS DESTA MESMA INTERPRETAÇÃO NA CIÊNCIA, NA MÍSTICA, NA ARTE E FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA: 








O Ponto De Mutação (legendado em português)- Filme que pode ilustrar o que pretendemos expor sobre o conceito de paradigma, suas crises e novas emergências.

"Um político estadunidense (Jack Edwards, interpretado por Sam Waterston) vai à França visitar um velho amigo poeta (Thomas Harriman, interpretado por John Heard). Lá, conhecem uma cientista (Sonia Hoffman, interpretada por Liv Ullman) e, juntos, tecem uma profunda discussão sobre questões existenciais. Filme baseado na obra "The Turning Point" (O ponto de Mutação), de Fritjof Capra. Completo (1h50min)."





Ilya Prigogine - Os movimentos de um universo pluralista - http://leiturasfilosoficas.blogspot.com.br/2009/04/ilya-prigogine.html

"Ilya Prigogine, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 1977, em artigo publicado no jornal Il Manifesto, 26-03-2009, analisa o significado da realidade, que, segundo ele, não pode ser dissociado do significado do tempo. "Para nós, o tempo e a humana existência, e, por conseguinte também a realidade, são conceitos indissociáveis. Mas, é necessário que seja assim?", questiona Prigogine. A tradução é de Benno Dischinger. Fonte: UNISINOS." 7 de abril de 2009






Dominique Bollinger entrevista a Ilya Prigogine no ano de 1997





Física Quântica e Espiritualidade - Laércio B. Fonseca

por kardec2007 em 19/06/2011:

"O professor Laércio B. Fonseca, físico e especializado em astrofísica, acaba de concluir seu mais recente livro sobre ufologia: FÍSICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE. Essa obra contém uma análise extremamente científica dos fenômenos paranormais e espirituais. Utilizando as mais modernas teorias científicas da atualidade o professor desenvolve modelos, capaz de explicar com clareza esses fenômenos, bem como funcionam os mecanismos mediúnicos. Temos a certeza que esse livro trará para todos uma nova vertente de pesquisa e estudo bem como levando esses assuntos, pela primeira vez, a um status científico dessa natureza. O professor Laércio pretende demonstrar quantitativamente todas essas questões e abrir um campo, pela primeira vez, de se discutir espiritualidade dentro de parâmetros altamente técnicos e dentro de modelos científicos aceitáveis a toda ciência atual. Queremos inaugurar, com isso, uma nova fase da parapsicologia mundial que está sendo incorporada a ciência moderna. Essa Nova Ciência está fundamentada em uma corrente científica nos meios da física denominada NOVA FÍSICA. A Nova Física é uma vertente dentro da física atual que leva em consideração a consciência como parte integrante das teorias físicas, ou seja, é imprescindível que a vida, a consciência integre daqui para frente qualquer modelo científico para explicar qualquer fenômeno no universo."



L'abecedaire Deleuze - A a F



L'abecedaire Deleuze - A a F - Shaman xvid from CCLULP on Vimeo.





L'abecedaire Deleuze - G a L
 

L'abecedaire Deleuze - G a L - Shaman xvid from CCLULP on Vimeo.




l'abecedaire deleuze - M a Z


l'abecedaire deleuze - M a Z - Shaman xvid from CCLULP on Vimeo.





Aula de Claudio Ulpiano - A experiência transcendental 
O tema desta aula é o transcendental, que não pertence nem ao mundo físico nem ao psicológico, mas ao campo das singularidades. É no transcendental que Deleuze baseia a sua obra.


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Aula de Claudio Ulpiano - Em busca do tempo puro 
Ulpiano fala sobre como a ciência, a literatura, a filosofia e o cinema tratam a questão do tempo no século XX.



Aula de Claudio Ulpiano - Em busca do tempo puro from CCLULP on Vimeo.



Aula de Claudio Ulpiano - A vontade espiritual na vida humana. Claudio fala sobre três mundos: o físico (material), o empírico (orgânico e psíquico) e o transcendental, que é o mundo do espírito. Enquanto o sujeito humano é constituído pelo orgânico e pelo psíquico, e por isso se volta para a conservação, a preservação, o conforto, os valores estabelecidos, o espírito contempla, produz singularidade e arte. Ele termina a aula discorrendo sobre a vontade espiritual contra a representação orgânica, nas artes, e utiliza como exemplo alguns pintores. from CCLULP on Vimeo.




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A ecologia radical de Slavoj Zizek - legendado